As adversidades impulsionam uma melhor versão de nós mesmos



Você encara as adversidades como oportunidade de desenvolvimento e crescimento pessoal?


As adversidades fazem parte da vida, não adianta negar e sim aprender com elas. Elas podem ampliar nossa perspectiva, estimulam a pensar e agir de modo diferente, a sermos mais flexíveis e resilientes, nos tira da zona de conforto e nos convida a desenvolver maturidade emocional, inteligência criativa e estratégica.


É importante observar que a adversidade pode parecer maior do que é em decorrência de uma possível emoção negativa intensa que ela gera a princípio. O cérebro emocional pode sequestrar nossa capacidade de racionar de maneira inteligente. Assim, é importante primeiro gerenciar a emoção, para depois analisar racionalmente os fatos e possibilidades reais, evitando dimensionar a adversidade e agir por impulso. Pare, sinta, observe, pense e atue.


Quando as coisas não acontecem como gostaríamos, podemos sentir raiva, tristeza, desamparo, frustração. Para evitar que a adversidade se torne maior do que é, e fonte geradora de stress, ansiedades, angústia e depressão, devemos dar passagem para as emoções negativas, evitando negar, julgar, reprimir, aceitando sua legitimidade, todos estamos sujeitos a experimentar emoções negativas. Devemos também observar possíveis comportamentos como ficar reclamando, lamentando, remoendo, indícios que não estamos conseguindo aceitar e canalizar bem esta energia.


Como disse Jung: “o que você nega deixa você fraco, o que você aceita, muda você”


Para compreender e aceitar a emoção precisamos nos acolher e nos perguntar: o que estou sentindo? Qual a minha necessidade por traz desta situação que não foi ou não está sendo atendida? O que eu posso fazer, que está sob meu domínio, para atender esta necessidade ou pelo menos parte dela?


E quando nos sentimos prontos internamente, é hora de avaliar a situação. Descansar se for preciso, respeitar o tempo interno, mas seguir em frente. Para uma real avaliação, precisamos primeiro reconhecer, encarar a adversidade de frente para termos a oportunidade de evoluir com ela.


Qual a real dimensão do problema? Quais reais impactos e nível de gravidade? Se a situação não está sob seu controle, o que posso fazer, o que está em minhas mãos?


Não temos o controle de tudo, podemos fazer previsões, organizar e planejar, mas existem coisas que são imprevisíveis, diferentes situações inesperadas, agradáveis e desagradáveis, podem acontecer no nosso caminho. O que está sob nosso domínio, é o foco e interpretação que damos às situações e partir daí, quais escolhas faremos.


Quando aceitamos que a imprevisibilidade e adversidades fazem parte da vida e que elas podem nos ajudar a evoluir, nos preparamos melhor internamente para lidar com elas. A aceitação nos fortalece emocionalmente e mentalmente, nos prepara para reagir com mais calma, flexibilidade e resiliência, sentimos menos os impactos das situações adversas.


Lembre-se que ainda há inúmeras qualidades, recursos e habilidades internas que ainda não nos apropriamos, mas elas existem dentro de nós e as adversidades podem nos estimular a desenvolvê-las. Um bom exercício é relembrar outras adversidades que já superamos no passado e pensar em quem éramos antes e quem nos tornarmos depois delas. Quais habilidades desenvolvemos, as emoções que sentimos ao superá-las, alimentar esta força dentro de nós.


É uma oportunidade para nos conectar mais profundamente com o poder criativo que existe dentro de nós, ampliar perspectivas, pensar fora da caixa. É um convite para aprender, desaprender, reaprender. Isto realmente é o pior que poderia acontecer? O que de melhor desta situação pode surgir? Como aproveitar melhor esta experiência?


Podemos aprofundar o olhar para dentro, analisar como vemos um problema e como nos vemos diante dele. Tirar o foco da dor e da adversidade em si, para colocar foco em como interpretamos e lidamos com as dificuldades, quais recursos temos ou podemos nos desenvolver para superar a situação, dar força ao nosso empoderamento. Superar a adversidade não está em mudar a situação adversa, mas em mudar a si mesmo.


Para sermos resilientes é necessário aceitar a adversidade e significá-la como como uma oportunidade de crescimento, um impulso para criarmos mais recursos e estratégias internas. A negação e pessimismo à adversidade, tira nossa força de vontade, clareza, criatividade e capacidade resolutiva. Ao focar na evolução, temos força para persistir nos objetivos, mesmo que as coisas não aconteçam como gostaríamos ou planejamos.


A imaginação pode ser uma mola propulsora para atravessar melhor a adversidade como oportunidade. Imaginar nossa vida após termos superado a adversidade, sentir e experimentar as emoções positivas envolvidas neste processo, criar uma relevância emocional para o novo aprendizado.


É importante também manter-se receptivo a outros olhares, que podem nos mostrar aspectos que, às vezes, não enxergamos sozinhos. Pode ser uma boa opção também, compartilhar com pessoas que já superaram situações similares e inspirar-se em exemplos.


E você, acredita que a adversidade pode despertar em nós capacidades que em circunstâncias favoráveis não teríamos a possibilidade de desenvolver?


Por Laura Oyama


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