Diante a vulnerabilidade que enfrentamos – O sentido que dá a vida

Calma! Respire, inspire, expire, inspire-se!


Diante deste cenário complexo que estamos vivendo, é sempre importante não nos esquecermos de coisas simples, como respirarmos, buscando nos acalmar, trazendo nossa presença ao momento, para não aumentarmos ainda mais os níveis de ansiedade e desequilíbrios emocionais, mentais e físicos.

Se é exagero ou não, se as medidas tomadas são corretas ou não, se são manipulações movidas por poder, dinheiro, toxinas eletromagnéticas ou não, o fato é que este momento está impactando nossas vidas em diferentes níveis, pois querendo ou não, nossas rotinas foram quebradas, nossa liberdade está sendo privada, estamos e vamos sofrer diferentes impactos econômicos e sociais, e tanto o isolamento social como o aumento da convivência conosco mesmo e com aqueles que moramos juntos, nos provoca uma série de sentimentos, emoções, questionamentos, dúvidas e reflexões.

Este momento evidencia nossa vulnerabilidade, nos convida a lidar com sentimentos, sensações, emoções, pensamentos, que muitas vezes tentamos negar, reprimir, fugir.

Lidando com isso mais fortemente na Espanha e acompanhando o Brasil através de amigos, familiares e mídia, a cada momento sou convidada a olhar para minhas ignorâncias, egoísmo e prepotência, pois minha mente as vê fora.

Não há como negar minha ignorância diante a tantos acontecimentos na humanidade, movidos pelo ódio, vingança, poder e ganância, em que não consigo ter discernimento do que é verdade ou não.

Não há como negar meu egoísmo, em meus pensamentos e ações, de querer garantir que pelo menos a minha família e pessoas que amo, estejam protegidos no meio a este caos.

Não há como negar minha prepotência ao ver minha mente condenando pessoas como irresponsáveis, egoístas, ignorantes e prepotentes pela forma que estão atuando neste cenário e em todos outros aspectos que acredito que estamos errando, e muito, como seres humanos, por toda nossa falta de aceitação e respeito à natureza, a diversidade de povos, culturas, ideologias e crenças.

Assim, o que estou conseguindo fazer neste momento que me parece mais coerente com minha consciência, é buscar me manter presente, calma, centrada, buscando me responsabilizar pelas escolhas que faço sobre as minhas perspectivas diante a tudo isto, me dedicar àquilo que amo e acredito, e rezar muito para que todos nós possamos nos despertar para uma consciência mais elevada, amorosa e de unidade. Com toda estas guerras externas, tenho trabalhado a cada dia para acabar com as guerras dentro de mim, confiando neste caminho, pois realmente estudo e me dedico a pôr em prática o que Gandhi e outros mestres nos ensinam, de sermos a transformação que queremos ver no mundo, do processo para a grande revolução mundial ser de dentro para fora.

Pois na prática é isto, se estou bem, feliz comigo mesma, sou uma pessoa muito mais amorosa, generosa, atenta, consciente. Se estou fora do meu centro de alguma forma, me sinto mais desequilibrada, fico mais irritável, intolerante e impotente.

Dentro do trabalho da perspectiva, onde sempre opto pela positiva por tudo que aprendi e acredito, quando vejo esta situação mundial, paro e respiro, realmente me inspiro ao que meu coração me diz, para ter calma e confiar, afinal, apesar de tantas coisas que me parecem bastante desumanas neste processo, há também um monte de coisas bonitas que estou vendo e vivenciando, como pessoas desenvolvendo sua criatividade em níveis incríveis para ajudar outras pessoas, levando mais alegria, conforto, beleza, arte, solidariedade, consciência e trabalhando alternativas mais viáveis e sustentáveis para voltarmos a ser no mínimo mais humanos em um planeta mais habitável e sadio.

Também vejo de uma forma bem positiva a oportunidade que a maioria está tendo de ficar em casa consigo e com os outros. Entendo que para muita gente não é um processo fácil ficar consigo e também ficar com sua própria família e filhos, por ‘n’ motivos, pois além de problemas econômicos, limitações físicas e inabilidades socioemocionais, o desafio também é como lidamos com o tempo, com o ócio, com um ritmo tão diferente daquele que somos estimulados constantemente.

Para aqueles que a vida se resume a trabalho, poderão sentir o que acontece quando uma pessoa se aposenta sem se preparar para este momento, ou uma pessoa que precisa parar de trabalhar após sofrer um grave acidente. Há diferentes estudos que mostram o nível de depressão e doenças psicossomáticas que começam a ser manifestadas neste período. Também há diferentes estudos, que mostram que as pessoas que têm um sentido de vida, são as pessoas mais sadias e longevas. Podemos analisar também nos casos de câncer, onde pessoas que dão um novo sentido a sua vida, se curam. Para quem não leu, sugiro a leitura do livro Ikigai: os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz, uma leitura simples e profunda, em que podemos refletir sobre o sentido da nossa vida.

Em poucas palavras, uma pessoa que sabe por que acorda todos os dias, que tem um propósito na vida, sabe aproveitar seu tempo sabiamente. Já compreendeu que não nasceu apenas para passear, comprar, casar, trabalhar para ganhar dinheiro e pagar contas, conquistar coisas, manter um status.

Assim, no ponto alta da minha perspectiva positiva, enxergo este fenômeno mundial como uma grande oportunidade para lembrarmos as perguntas antigas e atuais: Quem sou? Para quê estou aqui?

Como sabem, podemos olhar qualquer situação como um problema ou uma oportunidade. Assim, a forma como você lidará com esta situação dependerá muita da sua perspectiva e interpretação, do sentido que dá a vida. Se quer olhar e experimentar como uma oportunidade, aproveite, busque a calma dentro de ti, respire, inspire, expire e se inspire!

Se inspire a dar mais sentido a sua vida! Se inspire a expandir o seu potencial! Se inspire a se reinventar. Se inspire a aprender a viver de forma mais respeitosa e coerente com o que diz sua consciência e coração. Se inspire no que é verdadeiramente belo nesta vida, para ter forças para superar com coragem e amor às suas guerras internas.

Calma, respire, inspire, expire e inspire-se! Por mais paz, amor e respeito, que todos nós merecemos.


Por Laura Oyama


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