O 'inferno' das repetições

Um dia eu ouvi que o inferno é a repetição. Eu já pensei nessa frase de muitas formas possíveis em vários graus de entendimento, mas o mais marcante é, sem dúvida, esse grau que desenvolvi na caminhada do autoconhecimento.

Vivemos num espiral de repetições, onde mudam cenários e personagens, mas as situações são as mesmas. Identificada a história que se repete, junto indentificamos que algo ainda não aprendemos. Podemos focar nessa frustração e demonstrar apenas nosso cansaço diante do que se apresenta, soltando o fatídico: “De novo!”. Ou podemos ver como uma forma de aprender e resolver de uma vez por todas essa situação e, enfim, se abrir para novos enredos e aprendizados.

Interpretamos muito mal afirmações como “nada como o tempo”, “o tempo cura tudo”, “tudo passa”, “o tempo é rei” e outros ditos. O tempo, essa invenção do homem, só tem uma função: passar. Ele não faz nada, a gente que faz alguma coisa com ele. E se deixamos nas mãos do tal tempo, se prepara para, em breve, viver novamente a mesma história, as mesmas dores, porque tem mais essa, nunca são as mesmas felicidades, porque essas são, justamente, lapsos conectados aos aprendizados frutos da lapidação que o sofrimento nos promove.

O que fazemos com o tempo é que importa. Esquecermos um ocorrido e jogarmos ele para baixo do tapete não são sinônimos de que aprendemos a lição ali contida. E, meu amigo, enquanto não aprendermos se prepara para viver esse tal “inferno das repetições”.

O desafio é entender e aceitar que são nessas repetitivas histórias que estão as resoluções mais profundas e importantes para a nossa evolução, por isso tendem a se repetir. São belas chances que a vida nos dá, porque a gente pode até desistir dela, mas ela nunca desiste da gente. É preciso fazer um mergulho profundo em si para encontrar a veia que irriga esses vasos e, por fim, estancar esse fluxo.

Seja por meio da meditação, terapias, medicinas da floresta ou seja lá a ferramenta de expansão que seu coração sinta de usar, para caminhar para dentro é preciso atualizar a rota. Qualquer escolha que fizer nesse caminhar vai te custar o que você acha que mais tem de precioso e seguro: sua ideia sobre você.

Sem estar disposto a abrir mão da ideia de si, o sofrimento sempre estará à espreita e a identificação com ele pode te condenar a uma vida sem paz e sem contentamento. Sua felicidade sempre estará externalizada. É fácil ficar feliz quando tudo esta “ no lugar”, mas e quando tudo desmorona? Você ainda consegue sentir contentamento e gratidão? Consegue aceitar e se entregar ao fluxo da vida? É disso que estou falando.

Se você não consegue, mesmo triste, ver a beleza da impermanência da vida e ser grato pelo simples fato de ter a chance de viver essa experiência na Terra, sinto te informar, você não é feliz. E tá aí algo difícil de admitirmos, porque é admitir o nosso fracasso diante de nossas escolhas. Então logo criamos uma carcaça e vamos nos anestesiando e, a cada dia, nos afastando mais do amor genuíno, da nossa essência, na nossa relação com o planeta, da nossa fé (seja lá no que for).

Por fora podemos até parecer felizes, altruístas, empáticos, mas, na verdade, não passamos de belas maçãs cheias de bicho por dentro. Até que chega o momento que nem no travesseiro choramos mais de tão apáticos que ficamos, ou choramos compulsivamente tomando toda as dores do mundo numa tentativa de fugir das nossas ou o choro se torna um ato de vergonha diante da imagem que tentamos preservar nessa Era das aparências.

Para evitar as repetições é preciso se jogar no desconhecido, lembrando que foi o conhecido que te levou para a mesma situação. Dá medo sim, mas sem o medo não se mede nossa coragem. Dá para revolucionar a vida, mas tem que querer. Você quer?


Por Caroline Apple (Agradecemos seu compartilhar!)


#autoconhecimento #vida #consciencia

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