Propósito de vida ou propósito do ego - Faça escolhas conscientes

Atualizado: Abr 20

Para que estamos aqui? Para viver nossas misérias humanas, comprar, conquistar, ter poder, ou para viver a abundância e prosperidade de todos, entre todos?


Sinto que falar a respeito de propósito de vida é tão desafiador como falar a respeito do amor hoje em dia.



Desafiador porque vivemos em um contexto que prioriza a visão materialista da vida, somos impulsionados a um propósito do ego, a viver sonhos que muitas vezes não são nossos, somos estimulados ao ter em vez do ser.



Trabalhamos muitas vezes por objetivos considerados ideais socialmente, vivemos programas para sermos bem sucedidos financeiramente, como se este fosse o caminho para a felicidade.



Falar em amor também se torna desafiador, principalmente em alguns contextos, como em um meio corporativo. É como se fosse um tabu, algo considerado piegas ou limitado a uma relação à dois ou familiar, sem compreendermos e aceitarmos com discernimento esta essência da vida, que envolve todo e qualquer ser humano, rico, pobre, brasileiro ou estrangeiro.



Quando me refiro a viver um propósito do ego, falo de um sistema instalado para olharmos para fora, em vez de olharmos para dentro, construído por crenças externas, pelo egoísmo, pela falta, que constantemente está em busca de atenção, reconhecimento, valorização, poder, sucesso, que busca preencher o vazio interior que somente o amor é capaz de suprir.



Vivemos esferas que nos cobra eficiências, estados produtivos de alta performance, negando nossa condição humana, negando nosso processo gradual de crescimento, nossos níveis de consciência, maturidade mental, física, emocional.



Todo este desvio provoca em nós o que vemos hoje em nossa sociedade, quadros crescentes de depressão, ansiedade, agressividade, doenças psicossomáticas e todos os outros desequilíbrios sociais, financeiros e ambientais.



O ego não deve ser negado, pois tem sua função e importância. Ele atua como um mediador entre os nossos mundos, interior e exterior, entre ser e fazer. O problema está quando vivemos apenas do ego e, consequentemente, de máscaras sociais criadas para sustentá-lo.



As máscaras sociais é um mecanismo de defesa que criamos para sobreviver à nossa falta de consciência e habilidade para ser quem realmente somos. Este mecanismo sustenta uma falsa identidade e um sentido de vida equivocado.



Um exemplo é a máscara da vítima, que atua para chamar atenção, ter aprovação e reconhecimento por não se considerar suficiente, ou a máscara do autossuficiente que acredita que não precisa de ninguém, com uma postura de indiferença aos outros, negando, reprimindo e fugindo constantemente dos seus sentimentos.



Estamos em um nível em que conseguimos aceitar mentir para nós mesmos, como se isto fosse normal, sem analisar os impactos disto em nossas vidas, na nossa autoconfiança, na nossa integridade física, mental e emocional.



Somente através do autoconhecimento, aprendendo a nos compreender, aceitar, acolher, respeitar e valorizar, é que podemos nos liberar destes programas negativos, é que podemos reprogramar um novo sentido que nos sustente de forma integral, sustentável e saudável.



Viver o verdadeiro sentido da vida, o sentido que realmente sentimos, não o sentido sistemático, político e econômico criado para nossa organização social. Ter consciência para escolher se queremos seguir os programas do ego ou o nosso verdadeiro propósito individual e coletivo.



Alinhados com quem somos, compreendemos também nossa interdependência, ampliamos nossa capacidade para aceitar e acolher nossa perfeita imperfeição que faz com que nos complementemos, valorizando cada vez mais as riquezas que vivem dentro de nós e dos outros.



Deixamos de nos comparar, de querer se sobressair, de invejar, pois já compreendemos que se cada um manifestar seu verdadeiro propósito no mundo, dar o melhor da sua singularidade, podemos todos viver a prosperidade em todos os sentidos.



Escolher reconhecer, valorizar e respeitar a singularidade e potência de cada um, aceitando que todos são importantes da maneira que é, parece algo inalcançável, utópico, mas é aí que está a cereja do bolo.



Em nossa natureza como seres humanos, gostamos de desafios, de aprender, de superar nossos limites. O convite é usarmos com sabedoria nosso livre arbítrio para escolher que tipos de soluções e inovações queremos seguir criando.



Como queremos trabalhar nosso poder criativo? Podemos seguir o caminho conhecido, criando mais destruição, desunião, desigualdades, guerras, como há anos estamos fazendo, ou ampliar nosso potencial criativo para criarmos mais união, somar saberes, olhares, experiencias para algo novo, uma nova forma de nos relacionar e nos organizar socialmente, um novo sistema econômico e político.



Para que estamos aqui? Para viver nossas misérias humanas, comprar, conquistar, ter poder, ou para viver a abundância e prosperidade de todos, entre todos?



Entre desesperanças, desigualdades, injustiças, doenças e tanto sofrimento, o que mais precisa acontecer para nos convencer que não estamos indo bem? Quando vamos nos arriscar a enfrentar nosso ego com todo comprometimento e dedicação que temos com outras coisas materiais que não nos sustenta de verdade?



Assim, a busca pelo proposito de vida é um trabalho interno, um estudo profundo de autoconhecimento, que requer muito comprometimento e dedicação. É aprender a escutar nosso coração, acolher nosso sentir, valorizar nossa intuição, é se responsabilizar pela vida que criamos, é aprender a escolher cada vez mais conscientemente, o que vamos plantar agora visando o que queremos colher no futuro.



Suas escolhas têm sido guiadas pela sua consciência ou inconsciência? Tem dedicado sua vida para viver ou apenas para sobreviver? Quer e está pronto para plantar e colher mais sentido em sua vida, mais amor e união?



Se sim, atue com todo comprometimento e dedicação, para amar-se e respeitar-se cada vez mais e melhor e, consequentemente, manifestar este amor e respeito às pessoas a sua volta e ao planeta.



Comprometa-se e dedique-se a focar sua energia em descobrir, aprimorar e manifestar seus dons e talentos singulares.



Comprometa-se e dedique-se a ser, pois isto naturalmente vai impulsionar o seu fazer positivo, potente, construtivo, criativo e próspero.



Por Laura Oyama


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